Cólica no Bebê: Mantenha a calma e aprenda a lidar com ela

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Mamães e papais de primeira viagem já ficam até nervosos quando falamos disso: a cólica do bebê. A Dra. Isa Xavier explica que, o choro de cólica é até fácil de identificar. Soa mais agudo e sofrido, em que o bebê aparenta dor e desconforto. Mas calma! Não precisa se desesperar, porque o comportamento não está associado a nenhuma doença. Isso alivia mais?

Segundo a Dra. Isa, essas cólicas (contrações da musculatura abdominal) são previstas. Ou seja, são naturais, e fazem parte do desenvolvimento da criança. Elas costumam surgir nas primeiras semanas de nascimento e duram até cerca dos três meses de vida. O motivo? Seu filho está se acostumando a digerir o leite e a flora intestinal dele ainda não está formada. É uma adaptação necessária para que o corpo da criança aprenda a lidar com o volume do alimento e também com os gases.

Mas por que a cólica dura esse período?

O mal-estar da cólica dura em média três meses, como dito acima, para o devido amadurecimento do mecanismo da digestão. No terceiro mês após o nascimento, o bebê completa um ciclo de 12 meses desde a fecundação, ou seja, 1 ano, contando o período de vida intrauterina. É nessa fase que ele deixa de ser um recém-nascido. No 4° mês, a flora intestinal está formada e o cérebro e o intestino já estão trabalhando em maior harmonia. Logo, as cólicas deixam de ocorrer. Caso elas persistam por muito mais tempo, a Dra. Isa reforça que é importante buscar orientação de um pediatra para investigar o caso. Há crianças, por exemplo, que têm refluxo, doenças inflamatórias intestinais. Nessas situações, cabe ao pediatra ajustar a dieta da mãe (quando houver excessos) e a dieta do bebê, se não estiver adequada.

Quando será que é cólica?

A Dra. Isa Xavier enumerou alguns sinais básicos para identificar a cólica. São eles:

– O bebê chora constantemente;
– Mesmo depois de alimentado, trocado e verificado se não era frio ou calor, seu bebê continua chorando;
– Ele flexiona as perninhas em direção ao abdome;
– A barriga fica mais dura;
– Ele solta gases;
– O rostinho fica avermelhado;
– As mãos ficam com os punhos fechados;
– A expressão do rosto é de dor.

cólica é uma situação inevitável, e vocês, mamães e papais, devem estar preparados quando ela chegar. Manter-se tranquilos e dá-los o colo necessário já é meio caminho para o alívio. Além disso, é possível usar medicamentos para aliviar o desconforto, desde que eles sejam sempre prescritos pela pediatra do seu filho. Nada de medicação por contra própria. Os probióticos, por exemplo, à base de lactobacilos, costumam diminuir a dor porque contribuem com a formação da flora intestinal do bebê. Também há medicamentos específicos, os antiespasmódicos, que podem ajudar. Mas, ressaltando mais uma vez, somente o pediatra é quem deve receitá-los e orientar como usar.

Com o tempo, você vai saber distinguir cada tipo de choro do seu filho. É um dom que todos os pais conquistam com o tempo! Tenha paciência e, sempre que preciso, busque ajuda com pessoas mais experientes. Você certamente será amparado.

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