Crescimento pode causar dor? Tranquilize seu filho quanto a isso

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Crescer dói. Mas não estamos no sentido emocional, e sim, das “dores do crescimento“. Não conhece? A pediatra, Dra. Isa Xavier, vai falar um pouco mais sobre isso. A chamada dor do crescimento não é um mito, e é uma condição que surge em cerca de 20 a 30% das crianças com idades entre 2 e 12 anos. O nome, porém, foi dado por se tratar de uma faixa etária onde o crescimento é constante, e não por ser causado por ele em si.

Como identificar a dor do crescimento?

Primeiro, cabe ressaltar que não existe, na literatura médica, uma causa exata para tal situação. Porém, geralmente as crianças apresentam queixas de dor intermitente na musculatura dos membros inferiores e não há sinais de inflamação, inchaço, repercussão em outros órgãos nem alterações laboratoriais ou radiológicas. Ou seja, a criança refere dor, mas não conseguimos identificar nenhum motivo para a queixa. Essa dor do crescimento também é tida como inofensiva, mas vale ficar de olho em uma situação.

A principal preocupação em relação a estas crianças é não diagnosticar equivocadamente como dor do crescimento alguma doença séria que cause dor e precise de tratamento médico mais específico, como tumores ou lesões ósseas. Ou seja, vocês, papais e mamães, ao se depararem com tais queixas, devem procurar a pediatra responsável pelo seu filho e certificar-se do diagnóstico. Nada de achismos, certo?

Onde a dor do crescimento é mais frequente

Sabe-se que nos membros inferiores. Principalmente na região da panturrilha, atrás dos joelhos e nas coxas. Em 10% a 20% dos casos, pode afetar simultaneamente os braços e as pernas. Quase metade das crianças acometidas frequentemente por essa sensação (de 30% a 50% delas) pode manifestar dor de cabeça associada. A avaliação dos casos de dor do crescimento  é dada através de um diagnóstico por exclusão. Ou seja, durante a consulta, o médico examina o corpo em busca de indícios como inchaço, manchas e aumento da temperatura local, que estão por trás de outras doenças, como as inflamatórias. Na ausência deles, pode-se concluir que se trata de dor do crescimento. Para maior precisão, também cabe a realização de exames complementares de sangue ou de imagem.

Como cuidar de um quadro de dor do crescimento?

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, o acolhimento é eficaz em 80% dos casos. Ou seja, se você abre um diálogo com seu filho, tranquilizando-o sobre a situação, enquanto faz massagens com álcool gel ou aplica uma bolsa de água morna na região dolorida, os resultados de melhora já podem surgir. Quando essas medidas não são eficazes, a recomendação mais comum é para a realização de exercícios de alongamento. Preferencialmente orientados por um fisioterapeuta, além de natação, que é uma atividade de baixo impacto. O objetivo é reduzir o número de episódios dolorosos e evitar o uso de medicamentos. Poupar a criança de situações estressantes também ajuda bastante, além claro, de buscar atividades que estimulem sua musculatura.

A dor do crescimento, assim como outras situações, pode fazer parte do desenvolvimento do seu filho. Estar ao lado dele para mostrar que aquilo é algo passageiro vai ajudar muito!

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