Endometriose possui riscos que devem ser previnidos

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endometriose é uma doença que atinge o endométrio. Mas afinal, o que esse negócio faz? Bom… O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero. A doença surge quando ele se encontra fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga.

Dr. Giancarlo Búrigo resolveu explicar melhor. Para isso, precisamos primeiro saber do que se trata o endométrio. De forma mais detalhar, na verdade. Ele é quem reveste o útero internamente, crrescendo e descamando todo mês. Seu crescimento inicia logo após a menstruação e se descama na próxima. A cada ciclo menstrual esta rotina se repete. É sobre ele, inclusive, que os bebês se implantam. Se a mulher engravidar ele permanece durante a gestação, caso contrário será eliminado no sangue menstrual.

Agora vamos falar da Endometriose

Esse revestimento (endométrio), muitas vezes, e por razões não totalmente esclarecidas, pode se implantar em outros órgãos: nos ovários, tubas, intestinos, bexiga, peritônio e, até mesmo, no próprio útero, dentro do músculo. Quando isso acontece, dá-se o nome de Endometriose. Recebe outra denominação se estiver inserido na musculatura do útero: adenomiose. Existem três tipos dela e o Dr. Giancarlo resolveu dissertar um pouco sobre elas:

Endometriose superficial

É definida por lesões espalhadas na superfície do interior do abdômen. Podem estar disseminadas atingindo até mesmo o diafragma. Embora sejam superficiais, muitas vezes estão localizadas sobre órgãos nobres como no intestino, bexiga e ureter e, por isto os cuidados cirúrgicos devem ser bem observados para que se evitem complicações. Seus sintomas ão: cólica, menstruação irregular e infertilidade.

Endometriose ovariana

Um implante superficial atinge a face externa dos ovários, provoca uma retração para o interior do mesmo e forma cistos. O tamanho dos cistos é variável e causa alterações da anatomia destes órgãos. O diagnóstico é fácil, feito pelo ultrassom. O tratamento quase sempre é cirúrgico por videolaparoscopia.

Endometriose infiltrativa profunda

É a que apresenta sintomatologia mais agressiva comprometendo o bem-estar e a qualidade de vida das pacientes. Pode interferir na fertilidade mesmo quando são usadas as técnicas de Reprodução Assistida. Os implantes são profundos alcançando uma profundidade superior a 0,5 cm e envolvem outros órgãos como os ligamentos útero-sacro (que sustentam o útero), bexiga, ureteres, septo reto-vaginal (espaço entre reto, o útero e a vagina) e intestino.

Tratando a endometriose

O tratamento da endometriose, em sua maioria, é cirúrgico. Mais precisamente, pela videolaparoscopia. Por se tratar de um procedimento bastante complexo, exige o cuidado de profissionais de medicina qualificados e experientes neste tipo de intervenção. A abordagem deve ser realizada, preferencialmente, por uma equipe multidisciplinar que tenha profissionais especializados, como um cirurgião geral com conhecimento da abrangência e envolvimento da doença com os outros órgãos.

O planejamento da abordagem cirúrgica deve ser feito com antecedência para que a paciente esteja ciente de todo o passo a passo. O preparo intestinal pré-operatório é obrigatório para que a intervenção possa ser feita com tranquilidade e sem maiores preocupações. Você, paciente, seguir estritamente todas as recomendações médicas, a fim de obter os melhores resultados.

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